Um amor ATEMPORAL




Para que servem os dias?
Dias são onde vivemos.
Eles vêm, nos acordam.
Um depois do outro.
Servem para a gente ser feliz:
Onde podemos viver senão neles?
(Philip Larkin, “Days”)

Foi um dia especial, uma mistura de ferro, ouro, flores, chuva, carros e pense junto comigo, se não fosse o elo do primeiro dia, o que teria sido dali pra frente.
Nunca me desprendi assim, talvez porque não tenha sido previsível, foi feito chuva de verão... Molhou, mas tenho medo que seja como o verão, esquente, seja feliz, depois dê lugar ao frio inverno... E nas minhas estações não tem primavera, não vai florir, nem sempre vai florir. E o verão? É sempre novo. Acho que estou tentando não ter medo disso, da perda. Eu não queria que você fosse embora, mesmo sabendo que você a qualquer momento pode ir. Somos livres para amar, nem tanto, nem tanto... Nem tão livres assim!
Sabe o que mais me surpreende nisso tudo? A entrega de cada dia e sem perceber a gente se declara, se junta, se ama... ou eu devo fazer isso tudo sozinha, eu nem te conheço, mas sempre faço isso, TOLA, sempre , sempre falo com ‘’estranhos’’ e no fim das contas acabo descobrindo que a estranha da estória acaba sendo EU. Protagonizo e sumo.
Eu sempre leio romance demais, vejo romance demais e quero viver, pelo menos um ... Nem todos os romances tem final feliz, ou final desejado... A felicidade é relativa pra quem a vive. Eu escrevo, escrevo e não saio do canto, o que eu quero dizer é que eu Tô me sentindo tão bem que me causa estranheza, estou medindo até as palavras que cabem a esse texto, não quero ser rasa e nem profunda, quero o suficiente... Para minhas palavras, um único entendedor basta.
Lisbela- Parece que estou ficando doida
 O prisioneiro-Parece até que estou sonhando.
 Lisbela-É Mas chegou a hora de acordar!
 O prisioneiro-Acordar pra que? Vamos ver o fim do filme.
Lisbela-Melhor não Leléu, histórias como a nossa...
 O prisioneiro-É primeira vez que eu gosto só de uma pra sempre, minha vida se encaixa na sua dona Lisbela, tudo se encaixa na minha...
(Trecho do Filme Lisbela e o prisioneiro)

O nosso “amor” não tem tempo, não tem passado e nem futuro previsto, é “amor” de agora, “amor” de hoje. É novo pra eu não planejar ou não se lembrar de algo, não ter medo e ao mesmo tempo controlar todos os medos guardados, fazer de tudo pra pensar sempre no bom, você que tá fazendo isso... e mesmo que não seja, ou mesmo que seja, tô aprendendo algo novo, algo bom. Colocando energia a cada palavra e a cada memória. 
Hesitei em escrever e escreveria tanto mais se não tivesse receio da sua interpretação.

Eu não quero exigir, não quero pressa, não quero agora... eu só quero que a gente ame assim tão devagarinho, Mas a gente tem eterno amor de além, eu só quero escrever sem você pensar no que pode me causar, ou no que está causando... leia sem compromissos, que escreverei sempre.
Eu não tenho posse com você, nem posso ter... mas mesmo sem poder, me surpreende essa nova eu, eu entendo que pra esse NÓS, que fez um NÓ cego... Tem que ser diferente, tem que dar tempo ao tempo e deixar as coisas fluírem e tudo se constrói, tudo se constrói.

Eu posso até estar enganada de tudo que escrevi agora, mas não importa já me enganei outras vezes e tudo constrói.

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