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Mostrando postagens de dezembro 5, 2022

Uma carta que nunca foi

Amor, tô indo pro Rio de Janeiro, achava que precisava te dizer isso, meu peito insistia em vir aqui, correndo te contar como se eu precisasse te dar um beijo antes de uma longa viagem. Ensaiei essa cena tantas e tantas vezes, vi meu peito em chamas. Nenhuma lágrima, eu estava definitivamente seca, dura, por fora a pele queimava onde encostava, mais uma vez onde eu estava? Talvez eu me perca de vez enquanto, nessa dor, nessa saudade do nunca mais, num compasso acelerado, na lembrança do suspiro, das mãos entrelaçadas e da vontade do eterno. Eu não fui e nem vou, vou morrer com essa vontade enorme de te olhar de pertinho mais um vez, com desejo de rasgar o mundo ao meio... Sem dor, Cem dor, haja dor... Quando um afeto carinhoso me disse um dia desses que o coração dele estava doendo, definitivamente eu cai em mim, então era isso o tempo todo, no meu caso, chega a doer o corpo inteiro, mas hoje? Hoje eu tô louca, coração desgraçado que não me deixa te esquecer, eu tô indo, mas não morro ...

Peito incinerado

 Coube toda poesia do mundo no meu peito incinerado, minha loucura rendeu uns risca faca no salão cheirando a fumaça e você corre, tá sempre correndo.  Eu sem palavras, com peito em brasa, só me restou sentir a deliciosa sensação de ainda estar viva em meio ao caos.  E que bom que você cruzou essa avenida dançando e sorrindo, se for um até mais ficarei feliz em te receber mais uma vez, se for adeus... Mas qual peito que não dói? As vezes nem passa, mas vivi. Fui mesmo sem coragem!