Vou-me embora...

Hoje me faço tantas perguntas e não respondo nenhuma delas... Na verdade não sei responder nenhuma delas. Quando você me perguntou, onde eu achava que nós íamos chegar... Pensei em te responder: Vamos chegar ao maior amor do mundo, onde felicidade não tem fim. Pensei em te dizer novamente, tudo que a gente planejava ou que eu planejava sozinha sei lá, mas nada disso verbalizei, só pensei e pensei.
Queria no dia de hoje estar sentindo a raiva do primeiro dia, mas hoje me faço saudade, me faço tristeza e solidão, hoje me faço quem eu sempre fui. Poeta não nasceu pra ser amado, ele só ama sem limite, sem fim e sem tempo, sou poeta e o amor habita em mim, todo em mim, nunca consegue ser dividido... Queria hoje não ter nada pra escrever, nada pra pensar sobre isso, nenhuma opinião a dar... Queria hoje ir embora pra PASÁRGADA, porque lá sou amiga do rei e quando estiver triste me banharei nas águas de lá, aqui eu não sou feliz... Se eu pudesse hoje mesmo, ia embora pra PASÁRGADA, porque lá eu sou amiga do rei.
Queria hoje não ouvir tua voz no meu subconsciente, aquela voz mansinha, que cantava pra mim. Queria hoje não me lembrar de como é teu rosto, nem do teu nariz, nem da cor dos teus olhos, queria que hoje deixasse de ser hoje, queria hoje não lembrar de nada... não lembrar de nós.   Só consigo pensar que você nunca me amou, que tudo era fingimento, que teus planos eram mentira, que se fosse amor não ia ter fim, então era invenção pra usar de mim, do meu amor pra satisfação pessoal.  Só consigo pensar que meu egoísmo era amar e o teu egoísmo era ser amado. E por maior que seja a distância que vou manter de você, teu cheiro vai me seguir até que eu consiga amar outra pessoa, até que eu seja mais uma vez egoísta... Ou até que eu aprenda a deixar de ser poeta, a deixar de amar, até que eu aprenda que as pessoas não sabem nada da vida e nem do coração... Ou até que eu entenda que poeta não é desse planeta. Quando eu for pra PASÁRGADA , mandarei um bilhete de lá e o meu amigo rei te mandara um presente, uma garrafinha com uma carta te contando sobre a cidade, sobre o amor e afins. Aqui eu não sou feliz, na verdade ninguém é... Vou embora pra minha terra, pra PASÁRGADA.


Eu sempre fui MARÉ CHEIA.

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