BRASA
Tua chegada é brasa viva, queimando no peito, derretendo o que via pela frente, inclusive meu desejo de estar só.
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Por um momento, brasa em festa!
Nenhuma festa dura pra sempre, a nossa parece que chegou a um fim estranho, sem motivos reais de fim, a não ser a tua vontade de acender em outro peito.
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É, todo coração é rejeitado uma, ou mais vezes na vida e o meu dia chegou.
Mais uma vez!
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Até posso te escutar discordando, mas cada um sente queimar de um jeito né ?
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Infelizmente meu amor, você decidiu sozinho, levar a brasa acesa do meu peito, por um instante longo e interminável, doeu.
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Talvez seja minha hora de partir também, dentre tuas prioridades, tu escolhe quem te dói, não esperava que fosse eu, mas eu esperava que você escolhesse você.
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E mais uma vez doeu!
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Brasa acesa queima, arde, mas também acende onde toca, dessa vez não tive nenhum poder de escolha sobre tua chegada, sobre tua saída, sobre nós... No terreno do amor, meu coração é terra sagrada, a brasa incendeia e não destrói, aqui o fogo é vida, como uma mulher que sempre renasce, acho que essa caminhada e esse terreno sempre foi só meu, nele me encontro plantando e colhendo.
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A colheita em brasa foi linda, nos lambuzamos, sorrimos e dançamos.
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Amor, das certezas da vida, você foi brasa e felicidade, você foi curiosidade, você foi ... E já começo a falar no passado, porque não mereço ficar só mais uma vez num presente onde não fui convidada pra estar.
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Quem sabe a gente se encontra por aí né ?
Espero te encontrar finalmente cheio de amor próprio, emanando essa luz que tu tem, partilhando de fato de um afeto e amor que é só teu.
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Fui tua, fui brasa, apenas fui... Como sempre sou, estou indo!
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