Uma carta que nunca foi
Amor, tô indo pro Rio de Janeiro, achava que precisava te dizer isso, meu peito insistia em vir aqui, correndo te contar como se eu precisasse te dar um beijo antes de uma longa viagem.
Ensaiei essa cena tantas e tantas vezes, vi meu peito em chamas.
Nenhuma lágrima, eu estava definitivamente seca, dura, por fora a pele queimava onde encostava, mais uma vez onde eu estava? Talvez eu me perca de vez enquanto, nessa dor, nessa saudade do nunca mais, num compasso acelerado, na lembrança do suspiro, das mãos entrelaçadas e da vontade do eterno.
Eu não fui e nem vou, vou morrer com essa vontade enorme de te olhar de pertinho mais um vez, com desejo de rasgar o mundo ao meio... Sem dor, Cem dor, haja dor... Quando um afeto carinhoso me disse um dia desses que o coração dele estava doendo, definitivamente eu cai em mim, então era isso o tempo todo, no meu caso, chega a doer o corpo inteiro, mas hoje? Hoje eu tô louca, coração desgraçado que não me deixa te esquecer, eu tô indo, mas não morro sem te ver, te amo!
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